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A Glamourosa Arte de Mudar de Ideia

Hoje em dia, manter nossas convicções é visto como algo admirável. Se mudarmos nossas opiniões, corremos o risco de parecer facilmente influenciáveis, indecisos e sem caráter. Estamos, coletivamente, um pouco aficionados pela ideia de uma firmeza intelectual, como se isso nos desse estrutura para transitar as inconstâncias do mundo, e credibilidade para sermos ouvidos em meio a tantas opiniões divergentes.
Mas na verdade é muito improvável — dada a complexidade do mundo e a imperfeição de nossas linhas de raciocínio — que todas as nossas convicções atuais estejam realmente “certas”. Não podemos definir de imediato quais delas se revelarão falhas. Mas temos que admitir, como princípio, que uma parte delas logicamente tem que estar um pouco “errada”.
Isso nos mostra que devemos aprender a ser abertos e tolerantes à opção de mudar de ideia. Claro que seria sempre melhor se fossem os outros, os loucos iludidos, que tivessem que refazer seus conjuntos de crenças. Mas, essa já pode ser a primeira ideia a nos fazer exercitar nossa flexibilidade intelectual.

Em uma cultura ideal, o preço de mudar de ideia não seria tão alto, não seríamos criticados, nem “cancelados”. Não seria vergonhoso, nem imoral. Na verdade, mudar de ideia seria considerado como uma qualidade, atraente e sedutora, um sinal de inteligência, autoconfiança e ambição. Seria glamouroso. As pessoas seriam admiradas não apenas por seus traços físicos marcantes, ou carreiras brilhantes — mas por essa característica preciosa: a capacidade de mudar suas opiniões (e admitir isso com orgulho), à luz de novas evidências ou de uma linha de raciocínio recém explorada.

 

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By The School of Life

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