Um Relacionamento Bom o Suficiente

um relacionamento bom o suficiente 3

De acordo com o romantismo, a pessoa com quem, idealmente, deveríamos estar é alguém cujos gostos e interesses são bem parecidos com os nossos. A princípio, isso parece fazer todo o sentido. Mas, com o passar do tempo, gostar das mesmas coisas se torna algo menos significativo, porque os pontos em que diferimos vão ficando cada vez mais evidentes. Na verdade, quem deveríamos de fato procurar não é alguém cujos interesses coincidam perfeitamente com os nossos (essa pessoa não existe), mas uma pessoa com a qual possamos tratar as divergências de maneira generosa e inteligente. A compatibilidade inicial não é fundamental porque sempre se mostrará incompleta. Em vez disso, a capacidade de se esforçar para se tornar compatível é que indica o "parceiro certo”.

É fundamental abrirmos mão da noção de que a vida seria perfeita com alguém; devemos esperar um relacionamento “bom o suficiente”. Para essa verdade se instalar no cérebro, é bom que alguns relacionamentos fracassem antes de nos comprometermos a longo prazo. Não que estejamos aprimorando nossa visão do parceiro ideal. Na verdade, estamos obtendo, em primeira mão, a experiência de que até as pessoas mais empolgantes e aparentemente perfeitas também podem nos decepcionar em certos aspectos importantes.

O ideal romântico do amor cria esperanças altíssimas e impossíveis. Precisamos substituir a visão romântica por um olhar mais franco e realista de como são os relacionamentos “bons o suficiente”, com todas as suas tensões e tristezas. Por fim, deveríamos nos equipar com ferramentas, sob a forma de ideias, histórias e humor, que nos ajudem a encarar as dificuldades ordinárias da vida em comum de um modo um pouquinho mais inteligente e com menos pânico. 

 

Texto da The School of Life

 

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