Por que precisamos nos sentir ouvidos?

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Durante a maior parte da História da humanidade e em quase todos os lugares, teria parecido absurdo para os gestores dar uma opinião pessoal e formal sobre o trabalho de seus colaboradores durante uma reunião de feedback. Também não era comum que uma mulher convidasse o marido para discutir ou ajudar o rumo do relacionamento

Quase não existia a possibilidade de um líder oferecer seu apoio, se reunir com um membro da equipe para tecer comentários sobre a avaliação do seu trabalho. Perguntar sobre seus sentimentos ou suas atitudes, esperanças e ambições era algo fora de cogitação. A relação, basicamente, era de comando de um lado e obediência de outro, o famoso e obsoleto "manda quem pode e obedece quem tem juízo". 

Hoje em dia, no entanto, sabemos da importância de dar e receber feedback e de ouvir e ser ouvido, em todas as relações, sejam elas pessoais ou profissionais. O comando não é mais suficiente. A dinâmica no trabalho, por exemplo, deixou de ser algo mecânico, por natureza, e se tornou uma realidade muito mais psicológica.  

Líderes e parceiros de trabalho que se dispõem a ser um apoio para o outro não se limitam a dar um bom feedback. Eles se preocupam em estabelecer uma comunicação que deixe as expectativas muito claras desde o início da conversa e, então, criam espaço - em reuniões formais de feedback ou em bate-papos informais do dia a dia - para escutar o outro, de uma forma gentil, atenta e empática. 

 

Escutar é muito mais produtivo do que podemos imaginar 

Na The School of Life, consideramos a escuta uma das maiores formas de arte mais elevada, inspirados, claro, pelo conceito “talking cure” ou "cura pela fala", de Sigmund Freud. Na realidade, ele defendia que existia poder de cura pela escuta, ou seja, ele não oferecia conselho algum ao outro, ficava, na maior parte do tempo, em silêncio, apenas escutando atentamente. 

Embora fosse uma atividade muito passiva fisicamente, tendia a ser imensamente útil para seus clientes. Um deles disse: “Isso me impressionou tanto que nunca o esquecerei. Seu olhar era gentil e simpático, sua voz era baixinha e suave. Ele gesticulava pouco, mas a atenção que me deu, sua apreciação do que falei, mesmo quando me expressei mal, foi extraordinária. Você não tem ideia do que significou ser escutado daquela forma”. 

 

Se dê a oportunidade de praticar a escuta

Sabemos que não é fácil se colocar na posição de apoio para o outro. Mas vale o esforço. Agora, mais do que nunca... Uma das coisas mais gentis, úteis e interessantes que podemos fazer por outras pessoas, em momentos bons e desafiadores, é escutá-las bem, de uma forma perspicaz e emocionalmente encorajadora. 

 

Texto: The School of Life

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