Ficar ou Partir. Será que vou me arrepender?

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Ficar ou partir é um lugar solitário. A sociedade tem muita paciência com pessoas que foram abandonadas e certo interesse lascivo naquelas que estão se conhecendo melhor, mas esta zona de confusão e ambivalência pode dar uma sensação desagradável e tediosa. Para a maior parte do mundo, simplesmente temos de parecer fortes sem reclamar. 

Talvez existam pouquíssimas pessoas a quem podemos recorrer, porque confidentes confiáveis podem ser surpreendentemente escassos. Amigos podem nos apressar para sair da relação ou nos estimular a nos manter presos ao lado de alguém. Por trás dos conselhos dessas pessoas, não é incomum perceber seus próprios interesses e experiências pautando a conversa. 

Diante dos desafios de uma relação, qualquer passo que dermos poderá nos levar a alguns arrependimentos. Podemos partir e sofrer, podemos ficar e sofrer. Podemos até inventar uma nova dinâmica no relacionamento e, ainda assim, sofrer. Não existem opções totalmente livres de sofrimento, porque simplesmente não temos o luxo de não perder algo ao fazer uma escolha. 

Podemos decidir que queremos ficar ou descobrir que precisamos ter uma conversa sincera para terminar tudo nos próximos dias. Seja qual for o caminho, o que devemos buscar, acima de tudo, é uma resolução. Não é saudável seguir em uma ambivalência dolorosa indefinidamente: precisamos nos recomprometer com o amor (de um jeito ou de outro) ou abrir mão dele com gentileza. 

O mais importante é criar meios para encontrar as respostas que já estão dentro de nós. Na melhor das hipóteses, ficaremos com motivos firmes para tomar essa decisão ou partiremos com um mínimo de dúvida e um limite para nossos arrependimentos.

 

Texto: The School of Life

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