Como Ser Mais Gentil Consigo Mesmo

04.29 banner mailchimp

Se há uma generalização que podemos arriscar sobre quem não está mentalmente bem, poderíamos dizer que essas pessoas são mestres em não serem muito legais consigo mesmas. Muitas fazem isso, inclusive, sem perceber que são assim.

A libertação das garras da autodepreciação, portanto, precisa começar com uma conscientização crescente sobre o que estamos fazendo conosco. É uma análise diária e minuciosa para entender se estamos usando nossas habilidades emocionais para nosso próprio benefício ou quais podem ser as alternativas para que isso aconteça. 

Por exemplo, podemos começar a notar que, assim que algo bom acontece, começamos a questionar se algo ruim virá como uma vingança. Como se cada sucesso tivesse de ser arruinado por uma sensação de apreensão e culpa, que cada dia potencialmente agradável fosse manchado pelo pânico ou por uma sensação de perda. Imaginamos, espontaneamente, que todos devem nos odiar e que as piores coisas sobre nós são ditas assim que saímos da sala. 

Nada disso parece – na superfície – ódio de si mesmo. Poderíamos, simplesmente, dizer que temos uma “mente preocupada” ou um “temperamento pesaroso”. Mas, sem perceber, estamos comprometidos em sufocar todas as nossas chances de contentamento na primeira oportunidade.

Podemos tentar, como um experimento, ser o mais gentil que conseguimos com nossa mente. E, como sempre, a salvação vem do autoconhecimento e da Inteligência emocional.

Precisamos redesenhar radicalmente nosso código moral e devolver à gentileza o prestígio que ela sempre deveria ter tido. Agora, precisamos redescobrir as virtudes do perdão, do autocuidado, da calma e da gentileza.

 

Texto: The School of Life

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