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Por Dinheiro ou por Amor?

Por Dinheiro ou por Amor?

Muitas pessoas querem abrir a própria empresa. O espaço público está repleto de relatos sobre novas empreitadas. Mas histórias de empreendedorismo têm uma tendência muito forte a um ângulo em particular: pessoas que abriram novos tipos de negócio, pioneiros que ampliaram os limites do comércio ao criar uma oferta totalmente original, normalmente com a ajuda de uma tecnologia inovadora. 

Essa ênfase na novidade pode nos fazer sentir que a forma principal e correta de nos tornarmos empreendedores é, obrigatoriamente, passando pela inovação radical baseada em tecnologia. Portanto, enquanto pensamos em um futuro de empreendedorismo, podemos perguntar a nós mesmos – com um pânico crescente – que ideia totalmente nova poderemos ter para seguirmos em frente. Mas há outro caminho… 

A maior parte da economia é composta por empresas que fazem coisas que já existem há muito tempo: o pão de cada dia; as camisas; as calças, o ensino de idiomas, a hospedagem de pessoas, a criação de animais ou o cuidado com os dentes. Em outras palavras, a maioria dos negócios opera em áreas que os economistas chamam de “maduras”, setores nos quais nem sempre se faz fortuna, mas isso não significa que tais ramos de atividade devem ser ignorados.

É aí que está o detalhe: a maioria dos empreendedores, apesar de trabalhar com produtos ou serviços maduros e que não podem ser ignorados pela população, não ama o que faz. Isso afasta essas organizações de possibilidades tremendamente significativas, agregando mais valor à vida das pessoas e à própria história, e, consequentemente, lucrar com isso. 

Negócios de amor

Estamos muito acostumados a nos deparar com negócios pragmáticos, nos quais imperam as ações práticas, objetivas e realistas. Mas também existe a possibilidade de construir um negócio lucrativo de amor, que se traduzem em empresas que se mantêm em pé graças a princípios fundamentais, como: 

  • O compromisso total com a excelência de um produto ou serviço; 
  • O desejo de reinvestir parte do lucro na garantia de excelência; 
  • O foco no longo prazo, porque a empresa é, para seus donos, o sentido da vida. Não há interesse em vender a empresa agora ou, talvez, nunca. O maior desejo pode ser transferi-la a alguém que se ama e confia, como um filho.

O amor, no empreendedorismo, significa que, se fosse possível  ou preciso, você faria o que faz de graça. E não porque precisa viver e pagar os colaboradores, além de querer que a empresa dure no longo prazo. O produto ou serviço é algo que você ama e esse sentimento é imenso. Empresas de amor são:

  • a fabricante de pães em que o dono viaja o mundo atrás do melhor tipo de farinha e acorda empolgado de manhã cedinho para ver o progresso de cada produção;
  • a fábrica de aviões que tem colaboradores que pensam que cada aeronave, um dia, pode vir a transportar seu próprio amigo ou parente;
  • a agência de viagens na qual os profissionais só ficam tranquilos depois de saber que seus clientes aproveitaram a viagem paga;
  • a papelaria onde cadernos e papéis são vistos pelos funcionários como objetos lindos em vez de utilidades.

Nessas empreitadas, o dinheiro é só um meio que leva a um fim maior e com algum propósito. São elas que dão sentido à existência dos empreendedores, que, como bônus, ainda podem ser presenteados com uma vida honesta ao longo do caminho, oferecendo ao mundo algo que eles amam um pouco mais intensamente do que a maioria das pessoas.

Texto: The School of Life

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By The School of Life

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