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O Que o Teste de Carl Jung Nos Ensina

O Que o Teste de Carl Jung Nos Ensina

Uma das descobertas mais significativas do início do século 20 foi uma parte da mente que agora chamamos de “o inconsciente”. Chegou-se a uma observação adequada de que o que sabemos de nós mesmos na consciência comum forma apenas uma parte do que realmente está em jogo dentro de nós, e muito do que realmente queremos, sentimos e somos não está na ponta dos dedos em nossa mente, mas fica em uma penumbra de ignorância, fantasia e negação que só podemos esperar dissipar com esforços pacientes e compassivos, provavelmente com a ajuda de um analista.
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“A Interpretação dos Sonhos” de Sigmund Freud, publicado pela primeira vez em Viena em 1900, foi um marco no estudo das engrenagens desta região inconsciente.

Praticamente ao mesmo tempo, 700 km a oeste, após a fronteira com a Suíça, outra figura pioneira no início da psicanálise, Carl Jung, adotou uma abordagem complementar, mas mais direta e provavelmente mais robusta. Seguindo Freud, Jung acreditava que a cura e o crescimento exigiam que aprendêssemos a desfazer nossos nós mentais e apreciássemos mais completamente nossas identidades complicadas, às vezes surpreendentes, mas reais.
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Em conjunto com o colega Franz Riklin, em 1904 ele desenvolveu o que considerava uma técnica mais confiável, que chamou de Teste de Associação de Palavras. Nele, médico e paciente deviam se sentar um de frente para o outro enquanto o médico lia uma lista de 100 palavras. Ao ouvir cada uma, o paciente tinha de dizer a primeira coisa que vinha à mente. Era vital para o sucesso do teste que o paciente tentasse nunca demorar para falar e se esforçasse para ser extremamente honesto em relatar no que estava pensando, não importando o quanto vergonhoso, estranho ou aleatório pudesse parecer.

 

Jung e o colega rapidamente perceberam que tinham chegado a um método extremamente simples, mas altamente eficaz, para revelar partes da mente que costumavam ficar relegadas ao inconsciente. Pacientes que, em conversas normais, não faziam alusões a alguns tópicos ou preocupações rapidamente – em uma sessão de associação de palavras – deixavam escapar aspectos cruciais de seus verdadeiros “eus”.

Embora tenha sido feito para um clínico interpretar, podemos ganhar muito ao fazer o teste por conta própria e analisar nossas reações e hesitações de acordo com o que sabemos de quem somos. Podemos ser ambivalentes sobre o autoconhecimento, mas essencialmente também estamos em uma excelente posição para fazer progresso; em nossos momentos mais honestos, sabemos muito sobre onde os corpos estão enterrados.

Podemos usar as 100 palavras de Jung como um guia provocador para regiões de nossa experiência que até hoje não tivemos coragem de explorar – mas que podem ter a chave para nosso desenvolvimento e prosperidade futuros e, claro, onde deixamos o teste em branco e decidimos que ele é uma grande bobagem é que deveríamos prestar mais atenção.

 

Confira a lista:

Cabeça

Verde

Agua

Cantar

Morte

Homem

Navio

Contar

Janela

Virgem

Mesa

Perguntar

Vila

Frio

Animal

Dançar

Mar

Doente

Orgulho

Igreja

Tinta

Ruim

Agulha

Nadar

Viagem

Azul

Samba

Errar

Pão

Rico

Árvore

Caminhar

Pena

Amarelo

Montanha

Surpresa

Sal

Novo

Moral

Falar

Dinheiro

Morrer

Pão

Desprezar

Dedo

Caro

Gato

Cair

Livro

Comunhão

Sapo

Separar

Fome

Livro

Criança

Cuidar

Lápis

Triste

Herói

Casar

Casa

Querido

Vidro

Brigar

Pele

Grande

Relação

Pintar

Parte

Velho

Flor

Bater

Alma

Praia

Família

Lavar

Vaca

Guia

Sorte

Mentir

Sofrer

Estreito

Irmão

Temer

Mulher

Falso

Angústia

Beijar

Sete

Puro

Porta

Votar

Noiva

Contente

Cruz

Dormir

Mês

Lindo

Mãe

Promessa

By The School of Life

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