O Poder da Autoanálise

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Algumas pessoas sentem uma grande necessidade de ficar apenas na própria companhia e pensar mais do que é tipicamente permitido ou considerado normal. Esse hábito de refletir, de se autoconhecer, é - para nós da The School of Life - uma das coisas mais significativas que podemos fazer. Depois de muito tempo acompanhadas, algumas pessoas anseiam por ficar sozinhas com a própria mente. A experiência crua mostra ser sobrepujante, densa, bagunçada, confusa ou empolgante demais. Constantemente, queremos entendê-la. 

Remoemos pensamentos durante o banho, ficamos acordados até tarde, acordamos cedo, escrevemos sobre o que estamos sentindo, damos uma caminhada, nos lembramos da importância das boas práticas do Mindfulness – e nos sentimos perceptivelmente iluminados e revigorados pelo processo de dominar emoções e a alquimia de transformar sensações em ideias. Sem nada grandioso por trás do significado da palavra, somos levados a filosofar. 

Implicitamente, concordamos com a frase de Sócrates: "a vida não examinada não vale a pena ser vivida" ou, pelo menos, é bem menos confortável. Por isso, precisamos nos afastar e pensar porque em alguns dias, por exemplo, estamos tristes, mas não conseguimos identificar a causa de uma chateação que paira em nossa mente, fora do alcance da consciência. Quanto mais ignoramos a tristeza, mais ela começa a permear tudo com o que nos envolvemos. 

Quanto mais pensamos, mais fácil fica nomear nossos medos, nossos ressentimentos e nossas esperanças. Passamos a ter menos medo do conteúdo da nossa mente. Ficamos mais calmos, menos ressentidos e mais esclarecidos quanto à nossa direção. Damos um passo importante rumo ao desfrute dos benefícios da inteligência emocional. Reconhecemos o quanto dependemos – talvez sem saber disso – da prática da filosofia, isto é, da busca pelo conhecimento preciso, claro e gerenciável.

 

Texto: The School of Life

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