Todos nós somos criativos

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Você tinha sete anos e estava em uma sala com todas as peças de um brinquedo de encaixar espalhadas pelo chão. Era um dos melhores momentos, porque havia inúmeras possibilidades de combinações extraordinárias bem ao seu alcance. Esse potencial lhe parecia fascinante. Adorava, também, cortar caixas de papelão. Na época, acreditava que a lâmina serrilhada da faca de pão era a ideal para a tarefa.

Como um acontecimento memorável, a nova máquina de lavar chegou em uma caixa tão grande que você quis morar nela; recortou uma janela e equipou a “casa” com cobertores, travesseiros e bombons de chocolate. Ainda na infância,  à  noite,  antes  de  dormir,  você  costumava  imaginar  outros  desfechos para as histórias de seus personagens favoritos.  E  se  não  tivessem  perdido  o  trem?  Talvez  houvesse uma série de novas aventuras ainda mais interessantes.

Há muitas maneiras de definir a criatividade, mas, aqui na The School of Life, nosso foco é esta, em especial: a pessoa criativa é aquela particularmente comprometida com a ideia de que deve haver um jeito melhor de fazer as coisas. Para começar, isso é tudo de que você precisa. É o oposto de nos sentirmos presos e conformados. É uma recusa a aceitar o status quo.

É claro que criar algo novo e melhor é muito difícil. Para muitos de nós, quando isso nos é solicitado, mesma hora nossa mente dá branco, entramos em pânico. Pode até parecer impossível. De certa forma, é mesmo. Não há nada realmente de novo sob o sol.  

No entanto, criatividade raramente significa construir algo do zero. Normalmente, é uma questão de combinar, de jeitos novos e transformadores, ideias, imagens ou objetos que já existem. É possível observar alguns exemplos na ciência, na arte e nos negócios ao longo da História. 

Tradicionalmente, a criatividade tem sido atribuída a um número seleto de pessoas altamente talentosas que trabalham em setores muito particulares. 

Como o conceito de ser criativo não é bastante disseminado, muitas pessoas sentem certa ansiedade com relação ao trabalho criativo. Algumas acreditam que não são pessoas criativas ou que o trabalho não é muito inovador. Outras que já se encontram em funções criativas podem se sentir um pouco como impostoras ou constantemente preocupadas de que a próxima boa ideia não surgirá. 

Não importa como nos sentimos quanto a nossas habilidades criativas atuais, é importante entendermos que todos nós podemos ser criativos, porque a criatividade não é uma qualidade inerente, mas sim uma forma de pensar, que podemos refinar a aprimorar. Além disso, podemos aprender a identificar e enfrentar os obstáculos emocionais que atrapalham nosso processo criativo. Em resumo: quando começamos a pensar na criatividade do jeito certo e ficamos cientes de nossos próprios processos psicológicos, medos e ansiedades, conseguimos fazer o trabalho criativo de um jeito melhor e mais fácil. 

Essencialmente, na TSOL, acreditamos que a criatividade não é uma atividade rara e altamente dramática; não é um acontecimento secundário esporádico relativo às principais preocupações de nossa vida. É algo em que, idealmente, estamos sempre envolvidos. Somos criativos quando: não vemos os arranjos atuais como fixos; e sempre temos a ambição de refinar, reorganizar, adaptar, cortar e ajustar para trazer criativamente um pouco mais de prazer e coerência para nossa vida e para a vida dos outros. 

 

 

Texto The School of Life

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