Para Que Serve o Humor?

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Embora muitos de nós gostemos bastante de comédia, parece estranho fazer perguntas básicas sobre o propósito do humor. “Para que serve o humor?” parece uma inquisição pesada, diretamente oposta a seu espírito.

No entanto, é uma forma de sermos mais ambiciosos sobre o que rir pode fazer por nós. Intuitivamente, sentimos que o humor é uma das coisas que nos ajuda a enfrentar as dificuldades da vida. Uma pista pode ser encontrada no fato – que a princípio parece um pouco surpreendente – de que só rimos das coisas quando elas nos causam problemas muito sérios em outros momentos da vida. Podemos ver isso na categoria clássica de piadas: sobre relacionamentos, família, sexo, dinheiro, impotência, movimentos intestinais... Rimos mais imediatamente de coisas que, em outras épocas, são muito incômodas. Uma boa piada invariavelmente tem uma relação com escuridão, ansiedade e dor.

O humor nos oferece uma maneira de nos divertirmos com coisas que, de outras maneiras, podem parecer bastante desastrosas. Idealmente, na utopia, o humor e seu potencial terapêutico não seriam deixados ao acaso. Ele seria cultivado deliberadamente como uma reação benigna a diversas dificuldades intrincadas. Antigamente, alguns países tinham uma temporada de festas elaboradas dedicadas a atividades cômicas. Por um breve momento, o fraco podia mandar no poderoso, padres e freiras tinham de realizar rituais obscenos em suas igrejas, pessoas sérias tinham de ficar bêbadas e jogar sacos de farinha na cabeça dos outros. O humor não ficava apenas só para aqueles que se sentiam inclinados a ele: era uma espécie de dever.

Da mesma forma, a ideia do bobo da corte – um humorista oficialmente licenciado e assalariado – se baseou na importância do humor para a saúde mental dos poderosos. Mesmo se, na sala de conselho ou em volta da mesa de jantar, os líderes não tinham muita vontade de brincar, o bobo da corte tinha de fazer comentários ácidos, sagazes e, talvez, zombeteiros para diminuir a pompa e restaurar a perspectiva.

O humor é tão importante que sua presença devia ser fixa no calendário e na composição das instituições. É uma necessidade – como ir ao dentista ou fazer contas. Há seis maneiras essenciais de o humor nos oferecer ajuda terapêutica.

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