Melhores Histórias de Amor

Apesar de ser algo que não notamos no dia a dia, as histórias de amor e relacionamentos que nossa cultura nos apresenta – em filmes, músicas, romances e anúncios -têm uma grande influência oculta sobre o que pensamos e sentimos. Elas moldam nossa noção do que é normal e, portanto, do que é anormal e perturbador; alimentam determinadas esperanças e expectativas e cultivam ótimas oportunidades de decepção.

É fato que toda sociedade contará a si mesma histórias de amor. A questão é saber até que ponto as histórias predominantes são úteis, se vão contribuir para que as pessoas tenham experiências amorosas melhores ou se, inadvertidamente, vão dificultar nossa relação com a realidade da vida em comum.
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Aparentemente, há muitas histórias de amor ruins por aí, ou seja, narrativas que não nos oferecem um mapa correto do amor, que nos deixam despreparados para lidar de forma adequada com as tensões de um relacionamento. Em momentos de muita angústia, nosso sofrimento costuma aumentar quando temos a sensação de que somos os únicos a viver aquela situação difícil e perversa, de que o que estamos passando não tem equivalente na vida de outras pessoas mais ou menos sãs. Como já vimos, nossa atitude diante da vida amorosa foi moldada, em grande parte, pela tradição da história de amor romântica (hoje apresentada não só em livros como em filmes, músicas e anúncios).

Sem querer, a arte narrativa da história de amor romântica construiu um modelo diabólico de expectativas de como os relacionamentos devem ser, à luz das quais nossa própria vida amorosa parece profunda e lamentavelmente insatisfatória. Acabamos rompendo relacionamentos ou nos sentindo amaldiçoados apenas porque fomos expostos às histórias erradas.

Se esse tipo "errado" de história se chama romântico, então o tipo certo do qual há pouquíssimos exemplos pode se chamar clássico. A visão romântica do amor cria esperanças altíssimas e impossíveis. Avaliados por esse padrão, todos os relacionamentos reais serão um fracasso, marcados por separações e rompimentos.

Precisamos substituir a visão romântica por uma visão mais franca e realista de como são os relacionamentos "bons o suficiente", com todas as suas tensões e tristezas. Por fim, deveríamos nos equipar com ferramentas, sob a forma de ideias, histórias e piadas, que nos ajudem a encarar as dificuldades ordinárias da vida em comum de um modo um pouquinho mais inteligente e com menos pânico.

Texto do The Book of Life

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